RETROSPECTIVA 2021: Debuts do Ano

Depois de um longo hiatus, finalmente fiz meu comeback na blogsfera (dessa vez pra ficar de verdade haha). Até pensei em escrever um post anunciando minha volta, dizendo que irei começar meio que do zero, falando sobre o design novo do blog que nem é tão novo assim, mas quis poupar vocês (e eu) do textão, afinal, 2021 teve bastante lançamento legal e bem aproveitável. E como vários grupos debutaram e eu não comentei nenhum durante meu tempo de reclusão, decidi dar uma pincelada em alguns novatos desse ano.

I.M

Por mais que os integrantes Monsta X já tivessem lançado faixas solo em algum momento nesses quase sete anos de existência, nenhum deles tinha, de fato, debutado solo. Quem eu achava que iria puxar a corda seria o Kihyun (por ser o vocalista principal) ou até mesmo o Joohoney (sempre teve uma grande participação na produção das músicas do grupo), mas fui surpreendida positivamente com a notícia de que o maknae I.M faria as honras.

God Damn tem um estilo semelhante ao que ele vinha antecipando nos últimos tempos: é uma faixa trap e mais cantada do que de fato cheia de raps pesados. É um conceito mais “alternativo” e que casa muito bem com a imagem que ele criou ao longo desses anos. Foge bastante do que o seu grupo principal faz, mas sem deixar de lado completamente a sua identidade como parte do Monsta X. Gosto de tudo nessa música e posso ser suspeita para falar, pois ele é meu ultimate bias, porém, valorizo muito o I.M como artista, já que ele produz/escreve todas as suas músicas. As letras são interessantes e cheias de referências que podem ser entendidas pelas entrelinhas. Achei um lançamento incrível e é bem o que eu esperava dele como solista. O mini álbum é muito bom e vale a ouvida!

Purple Kiss

Um dos primeiros grupos dessa lista que debutou esse ano e eu acompanhei certinho foi o Purple Kiss. A sua estreia já era aguardada por vários motivos: 1) era o primeiro grupo feminino da debutar depois do Mamamoo e o segundo girlgroup da RBW, então todo mundo estava curioso para saber o que viria aí; 2) elas já estavam sendo divulgadas ao participar de clipes de artistas da empresa; 3) tinham um canal no youtube com algumas atualizações. Então, os olhos estavam nelas. E eu posso dizer que o septeto não fez feio, tanto em seu debut, como no primeiro comeback, um saldo muito positivo!

Ponzona joga no safe, com uma sonoridade semelhante a do Mamamoo, mas um pouco mais dramática, pesada e obscura. Eu particularmente adorei, ainda mais o visual gótico. Achei que iriam lançar uma música bem girlcrush, considerando que esse é o estilo que a maioria dos atos femininos andam apostando, mas fui surpreendida positivamente. Assim como Zombie, que traz uma faixa mais divertida e irreverente, sem deixar os traços de gótica suave de lado. Ouvi tanto que até enjoei! Acredito que o grande trunfo delas são os vocais fortes e encorpados aliados a uma dança muito bem coordenada e sincronizada e um estilo não tão comum assim. Pra mim, já são as rookies do ano de 2022!

Mirae

Sendo um dos últimos grupos com membros derivativos do X1 a debutar (me corrijam se estiver errada), o Mirae veio com a interessante Killa. A faixa é divertida, dançante e deixa qualquer um bem animado, lembro de ter gostado bastante na época de lançamento. O MV também é bem legal e me lembrou um pouco o conceito futurístico do WayV, mas tem tudo a ver, já que ‘미래소년’ é ‘garotos do futuro’, então faz todo sentido, né? Splash segue o conceito, sendo mais atrevida e dramática que a anterior. Não me prendeu tanto assim, mas serviu pra me deixar de olho no que eles vão fazer daqui pra frente.

Ciipher

Outro grupo cotado antes de seu debut era o Ciipher. Isto porque eles são da empresa do Rain, aquele solista super hiper mega famoso que todo idol masculino se inspira, então obviamente todo mundo estava com suas atenções voltadas para eles. Eu particularmente também estava bem atentah por conta do Seokwon, ou Tan, como está sendo chamado. Ele era um trainee do No.Mercy (grupo que formou o Monsta X) e eu gostava bastante dele lá, então estava ansiosa para saber como ele iria se sair finalmente sendo um idol.

De fato, I Like You não é bem o tipo de música que imaginei eles debutando. Não somente pelo dono da empresa ter um conceito mais sexy, como pelo estilo fofo/colorido não estar assim tão em alta mais, ainda mais com grupos masculinos. Mas admito que gostei! Fazia bastante tempo não via um artista de kpop apostar nisso, então dá um certo refresco para a imagem deles. E o primeiro comeback com Blind seguiu essa mesma linha, porém, aqui a música é mais dançante. Gostei mais até que o debut. Acho que é um bom começo e pode dar muito certo no futuro, ainda mais que percebo como esses conceitos fortes e pesados andam perdendo espaço com o público coreano. Quem sabe não vem aí?!

Joy

Surpreendendo a uma parcela de pessoas, inclusive eu, Joy se lançou como solista em 2021. E foi, de fato, uma grande surpresa porque achei que ela se dedicaria bem mais a carreira de atriz/modelo do que de cantora. Mas faz muito sentido. As trilhas sonoras que ela lança para os doramas sempre hitam muito, então nada mais natural que investir de fato em um solo. E fiquei ainda mais surpreendida pelo conceito. Dentro do Red Velvet, a Joy sempre foi responsável pela imagem sexy, por isso, achei que iriam apostar nesse conceito, mas qual foi a surpresa quando ela lançou Hello?

A música, assim como toda a montagem do álbum é muito doce e divertida, o que combina com a personalidade brilhante que ela tem. E mesmo que as canções sejam regravações, ainda assim cumpre o papel de mostrá-la como cantora e trazer uma nova perspectiva para sua carreira como solista. Gostei demais da proposta e do mini álbum em si. Todas as faixas são muito boas e eu acho que a Joy tem todo o potencial para ser a nova namoradinha da Coréia e a IU dessa geração, com hits musicais e uma carreira consolidada como atriz.

Rosé 

Por mais que o Blackpink como grupo não tenha lançado nada, suas integrantes ficaram bem ocupadas com suas carreiras solos. Uma delas foi a Rosé, que deu a largada de 2021 para elas. E se tinha uma música mais esperada (e cobrada) que essa, não conheço. Foram pelo menos dois anos de espera e muito protesto por parte do fandom para finalmente vir aí. Mas para nossa alegria, valeu a pena a demora, pois On The Ground é bem legal.

As estrofes melódicas com o violão são interessantes e “a cara” da Rosé. Gostei bastante da letra e achei que fez sentido, talvez por ser toda em inglês e eu entender. A coreografia é divertida e eu curti muito quando ela deita no chão com os dançarinos, afinal a música fala o tempo que tudo que ela precisa está no chão, então… De fato, o conceito não se diferencia tanto assim do solo da Jennie e da identidade do Blackpink de uma forma geral, mas isso não é uma coisa ruim, já que esse é o primeiro lançamento dela como solista, então há tempo para arriscar e experimentar novas coisas no futuro. Bom trabalho, Rosé!

WJSN THE BLACK

As meninas do Cosmic Girls comemoraram seu quinto ano de existência em 2021. E como todos já sabemos, dado uma certa época, os grupos começam a trabalhar de formas diferentes. Alguns debutam solo, outros apostam em suas carreiras de atuação ou de modelo, e há os que apostam nas sub units. Esse foi o caso das meninas da Starship. Ano passado, iniciaram os trabalhos com as CHOCOME, que renasceram o conceito divertido da segunda geração, mas agora, o THE BLACK veio com uma proposta mais jovial e alternativa.

Easy é facilmente uma das melhores músicas que eu ouvi esse ano, sem brincadeira. Tudo nela é muito bem coordenado, tanto os vocais sussurrados, quanto o rap. Esse grave é delicioso e a batida constante me deixa com vontade sair dançando na rua como uma grande gostosa. Muito competente no que se propõe, muito chique, muito perigosa e totalmente fora da curva para o que suas colegas andam fazendo.

Lightsum

Lembro que ouvi o debut delas um pouco por acaso. Acho que elas promoveram na mesma época que o Monsta X ou bem perto, então acabei indo conferir a música depois de ver ao vivo. De início não curti muito, mesmo tendo achado os visuais e MV vem interessantes. Com o tempo, Vanilla cresceu comigo, não a ponto de colocar na playlist, mas pra me deixar curiosa sobre seus lançamentos futuros. Já Vivace teve um efeito bem melhor e eu curti bastante a música. Me lembrou um pouco os conceitos mágicos do Cosmic Girls, então acho que se apostarem nesse tipo de som daqui pra frente, terão um futuro brilhante.

Omega X

Omega X também fez um barulho considerável em seu pré debut, lembro de ver bastante coisa sobre eles na timeline. Isto aconteceu porque a empresa resolveu recrutar integrantes de grupos já existentes, mas que acabaram dando disband. Entre eles estão o Spectrum, que já tinha vindo ao Brasil, e outros que eu não conhecia, como o Limitless, Seven O’Clock, 1Team, ENOi e Snuper. Escolhido os 11 boyzinhos, se juntaram para lançar a deliciosa Vamos.

Quem costumava acompanhar este blog sabe que eu não posso ver uma farofona try hard que já amo, então com eles não foi diferente. Por mais que o conceito do grupo não seja tão diferente de vários outros, ainda assim é muito competente em chamar atenção, ainda mais que todos os membros são muito talentosos e carismáticos. Seu primeiro comeback com What’s Goin’ On também não fez feio e eu gostei tanto da coreografia, como das roupas com estilo de corrida. Já estou ligadona para saber o que eles vão lançar!

Kwon Eunbi

Depois do término do contrato do IZ*ONE, as integrantes arrumaram suas malas e voltaram para a empresa de origem. E enquanto algumas treinavam com novos grupos, a Eunbi resolveu going solo. Dentre todas as membros, eu achava que ela realmente teria uma carreira solo, pois sempre me pareceu alguém com esse perfil, então não fiquei surpreendida. No entanto, me questionei que tipo de conceito ela traria como solista.

E contrariando todas as minhas apostas, ela veio com uma faixa mais chique e soul, bem no estilo das músicas que a IU costuma lançar. Mas Door não faz feio. Pelo contrário, a canção é bem gostosinha de ouvir e achei que foi um bom começo, pois não se afasta tanto assim do conceito de seu antigo grupo ao mesmo que traz mais personalidade. A coreografia por outro lado é incrível. Os dançarinos segurando ela, achei tudo!

bugAboo

A primeira vez que ouvi falar dessas moçoilas, achei o nome bem curioso. bugAboo me lembrou muito algo de terror, então achei que elas iriam seguir essa linha. Mas para minha surpresa, a bugAboo faixa não tem nada de assustador, na verdade, ela é bem divertida e o MV que tem algumas referências aos filmes de terror. Me lembrou um pouco o que o Purple Kiss fez em Zombie: pegou uma canção animada e aliou a um visual mais diferentão. Eu gostei bastante e me pergunto se elas irão continuar com esse conceito, já que essa mistura deixa bem aberto que tipo de caminho elas podem seguir.

Jo Yuri

Assim como a Eunbi, Yuri também escolheu por sua carreira solo. E para debutar oficialmente, ela veio com Glassy, que tem uma proposta bem parecida com a de sua colega. Me lembrou demais algo que poderia ser facilmente lançado pela IU e também não vai muito longe do conceito que o IZ*ONE fazia. De fato não me conquistou tanto assim, mas acredito que no futuro teremos coisas bem interessantes pra ver.

Ive

Acho que entre todos dessa lista, as meninas do Ive foram as mais aguardadas, isto porque elas têm duas ex-integrantes do IZ*ONE e uma delas era a center, então mais que normal antecipá-las. Até eu estava curiosa sobre como a Starship iria lidar com elas, considerando que a administração deles não é da melhores e nem foi muito sem sucedida com as Cosmic Girls. Além disso, a Wonyoung e a Yujin são extremamente populares e balancear isso com as outras quatro membros que apareceram só agora aos olhos do público é bem difícil, porém, fui positivamente surpreendida com elas.

A começar pelas próprias promoções do grupo, que apresentou muito bem as meninas separadamente e em nenhum momento pareceu que as quatro não tinham espaço ou que as duas tinham mais espaço que elas. Achei tudo bem equilibrado. Obviamente as duas ex-IZ*ONE ganharam certo spotlight até mesmo pra chamar a atenção, mas não esconderam as outras. E isso é muito bom. Musicalmente falando, também gostei bastante de Eleven. Achei que o conceito jovial chique combinou e todas são muito talentosas e carismáticas. Se a empresa não for burra (o que ela é) e souber administrar direitinho, acredito que serão uma das líderes dessa nova geração. Estou antecipando muito delas!

3 comentários sobre “RETROSPECTIVA 2021: Debuts do Ano

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s